domingo, 14 de outubro de 2012

Capitulo 7


Entramos no carro e fomos para casa dele, a casa era a um quarteirão da minha, presumi que ele não me pudesse levar, então tirei o casaco e estendi-o ate ele na minha mão, ele puxa-me para perto dele
- O que se passa, já não tens frio?
- Não é isso, eu vou para casa
- Porque não esperas por mim?
- Pensava que não podias levar-me, como paramos em tua casa….
- Não é por isso- disse rindo- sabes é que eu sempre quis fazer uma coisa com uma rapariga de quem gostasse… Gostava de te levar a pé até casa, mas como tinha o carro na escola e depois a escola fica longe assim vamos os dois de minha casa até tua.
Um sorriso esboçou-se na minha cara e enquanto isso ele pôs o braço, como nos filmes antigos quando os homens iam ter com as mulheres, eu ri-me e fui ter com ele. Assim fomos pela rua fora de encontro á lua que enchia o horizonte. Chegamos a porta de minha casa, então eu comecei a afastar-me mas ele puxa-me para perto dele e beija-me
- Com esse anel espero que te lembres que és minha, que vou sempre estar aqui e tu vais estar sempre no meu coração
Eu ia para falar e ele pôs-me o dedo na cara num acto para me silenciar
- Vamos acabar assim a noite, não vamos fazer despedidas, porque nós nunca nos vamos separar.- Lentamente tirou a mão e foi-se afastando e assim entrei em casa. Eu tinha um sorriso impossível que não conseguia conter, nunca estivera tão feliz. Mais tarde encontrei a Ruthe no Skype e estivemos a falar sobre a escola e tudo isso, até que ela puxa assunto sobre o que acontecera no meu almoço com o Nick, não tinha outro remédio senão contar-lhe a verdade por muito estranho que parecesse depois de ter dito que não ia ser mais do que um encontro de amigos e pelo simples facto de que apenas o conhecera a pouco menos de uma semana. A reacção dela fora o esperado, mas quando lhe mostrei o anel ela ficou boquiaberta e apenas dissera que o tinha de ver, no dia seguinte combinamos os quatro, e mais algumas amigas dela ir a casa dela ver um filme. Pouco antes de ir embora ela disse que era melhor eu e o Nick falarmos sobre assumirmos ou não e que ela ia agir como se não soubesse. Talvez fosse o mais acertado visto que não tínhamos falado sobre o assunto, e não sei, mas tinha um pressentimento errado apesar de tudo ser bom naquele momento.
Chega ao dia seguinte e vamos todos para casa da Ruthe ver o filme, se não me engano acho que era “Cartas para Julieta”, mas estava demasiado ocupada por estar ao lado dele e ele estar abraçado a mim, embora já soubesse toda a hitoria, era uma daquelas que eu sempre sentia com bastante intensidade como se fosse comigo, mas desta vez era algo real, com o Nick a meu lado eu sentia-me verdadeiramente a personagem principal, mas a verdade é que desta vez não queria ver o filme, algo me fazia querer sair dali…. Entretanto a Ruthe põe pausa, para ser uma espécie de intervalo, nessa altura levanto-me e vou até a rua e ponho-me a olhar para o pôr-do-sol que se via no horizonte durante algum tempo, pouco tempo depois sinto alguém atrás de mim, era o Nick a chamar-me para ir ver o filme, nesse momento confessei-lhe que não me estava muito a apetecer ver, que apenas queria sair dali, nesse momento ele agarra a minha mão e puxa-me para o carro dele, eu tento perguntar-lhe onde vamos, mas ele apenas me diz que vamos a um sitio especial. Entramos no carro e fomos andando pela baixa de LA, Malibu, Venice beach,…. Horas passavam, parecia que não íamos parar tão proximamente e eu estava a sentir-me imensamente cansada do dia anterior
- Estou quase a adormecer…- disse já meia ensonada
- Não tem mal…. Podes dormir, assim a surpresa fica melhor- disse sorrindo
Pouco tempo depois adormeci.
Quando acordei já tinha anoitecido, estávamos os dois deitados nos bancos da frente, eu estava coberta com o casaco dele e a capota estava aberta, podíamos ver as estrelas por cima de nós. Quando saí do carro reparei que estávamos num planalto de onde podíamos ver uma cidade, ali conseguia ouvir o barulho de um espectáculo local e as luzes eram imensas, parecia que o chão era luminoso.
-Onde estamos?- Perguntei a medida que me virava para trás
-Aparentemente em Simi Valley… Pelo menos era o que o sinal dizia
-Aparentemente? Fazes ideia onde estamos?
-Nem por isso…. Anda cá… enquanto eu estiver aqui não te vai acontecer nada.- Disse abraçando-me
Demorei algum tempo a processar a ideia de estar perdida, mas lá no fundo sentia-me segura por estar com ele, além disso não nos podíamos ter perdido em sítio melhor…. A vista era mesmo linda, e pelo menos tínhamos o carro dele e agora que ele me tinha abraçado sentia-me cada vez melhor.
- Vou buscar lenha para fazer uma fogueira.
- Podíamos utilizar o ar condicionado do carro, não?
- Acho que estar sentado a volta de uma fogueira sob as estrelas é muito mais romântico…. Não achas?- Disse com um sorriso lindo- Espera no carro volto rápido.
Entrei no carro, o silêncio assustava-me e naqueles momentos qualquer barulho parecia algo saído de um filme de terror, o tempo parecia que demorava o triplo do tempo a passar, liguei o radio em busca de me sentir mais confortável, mas por alguma razão não conseguia apanhar nenhuma estação.
Nesse momento estava a sentir-me desconfortável com o silêncio e comecei a cantar:
-Baby, I'm so into you
You've got that something, what can I do?
Baby, you spin me around,
The earth is moving, but I can't feel the ground”
Nesse momento ele aparece a cantar com a lenha nos braços e enquanto canta posa-a no chão e vem ter comigo
- “Oh, That kind lovin'
Turns a man to a slave
Oh, That kind lovin'
Sends a man right to his grave”
Anda até a bagageira do carro de onde tira a sua guitarra e começa a tocar para acompanhar a música
Ambos: You know
I'm crazy, crazy, crazy for you baby
Crazy, crazy, crazy for you baby
-“Tell me, you're so into me
That I'm the only one you will see”
- “Tell me I'm not in the blue, oh
That I'm not wasting
My feelings on you”
- “Every time I look at you”
Ambos: My heart is jumping, what can I do?
You drive me crazy (crazy)
I just can't sleep
Crazy I'm in too deep
You know I'm crazy, but it feels alright (crazy)
Baby thinking of you keeps me up all night
You know I'm crazy, crazy, crazy for you baby
Crazy, crazy, crazy for you baby
 -  É bem verdade, estou doido, doido por ti! – Disse-me olhando-me nos olhos e beijando-me
Já alguém te tinha dito que cantas bem?
Muita gente, mas quem me importa és tu- nesse momento sorriu e agarrou a minha mão.
Puxou-me até ao sitio onde estava a lenha e sentámo-nos lá os dois, e enquanto ele a acendia eu encontrei um saco com marshmalows no casaco dele e fui buscar uns paus onde pusemos alguns. Assim ficamos durante algum tempo, abraçados, junto á fogueira, com a vista mais maravilhosa de sempre e a comer marshmalows. Naquele momento o tempo parou, tal como todas as vezes em que estava com ele
-Que horas são? – Perguntou 
-9.45 pm. Porque a pergunta? 
- Esta é a hora em que eu estou a delirar, porque este momento é demasiado bom para estar a acontecer na realidade. 
Sorri e encostei-me ainda mais a ele, estávamos tão juntos que conseguia ouvir o seu coração. Como ele disse era um momento tão perfeito que eu pensava que estava a sonhar, independentemente do que fosse não queria que acabasse. 
Naquele momento ele sussurra ao meu ouvido para olhar para o céu, nesse momento estava uma estrela cadente a passar no céu 
- Pede um desejo 
-Neste momento só posso pedir uma coisa que é….- ele beijou-me antes de acabar a frase 
- Shhhh!! Não podes dizer senão, não se vai realizar