sábado, 29 de setembro de 2012

Capitulo 6


A loja era afinal uma joalharia, era mesmo linda, ele fez questão que entrássemos, quando eu entrei os meus olhos viraram-se para o tecto, lá estava um lindo candelabro de cristal, mas depois logo o Nick me chamou a atenção a pedir-me ajuda para escolher um anel, tentei saber para quem mas sem sucesso…. A senhora que estava a atender tratava-nos como se fossemos alguém importante. O Nick apressara-se a pedir para nos mostrar anéis de prata, havia lá anéis lindíssimos eu tentava nem parecer muito impressionada mas era quase impossível.
- Podemos experimentar os anéis em ti? A pessoa para quem é tem mais ou menos o mesmo tamanho
- Não tem problema- a verdade é que estava a morrer por dentro so de pensar que ía poder tocar neles…. Nunca na vida pensei em poder entrar numa joelharia daquelas e experimentar anéis sem me sentir pressionada para o comprar
Experimentámos quase todos os anéis de lá, estávamos quase a desistir mas ele olhou para um anel e ficou encantado, era lindo, banhado em prata, o anel estava dividido em 3, duas das tiras eram direitas e depois uma delas, coberta de pedras a imitar diamantes que se atravessava por cima das outras, ele olhou para mim e disse que aquele era perfeito. Entretanto eu vou lá fora, por incrível que pareça ainda eram quatro da tarde e eu não queria sair dali, pouco tempo depois ele sai com um pequeno saco na mao, olhou para mim e agarrou na minha mão e começamos a andar pela rua abaixo.
Paramos perto de um parque lindo, fazia-me lembre o Central Park em NY, andamos até uns bancos que estavam em frente a uma fonte e sentamo-nos lá e conversamos durante um tempo, até que ele me manda fechar os olhos, depois sinto uma coisa na minha mão
- Sabes porque é que as alianças são postas no anelar esquerdo? Porque é o único dedo que está directamente ligado ao coração – sussurrou ele enquanto me agarrava a mão
Quando eu abro os olhos e vejo o anel que ele tinha comprado na joalharia estava no meu anelar esquerdo as lagrimas começaram a cair-me dos olhos. Ele olha para mim com um ar preocupado e pergunta se está tudo bem
- Sim, não podia estar melhor – enquanto isto ele abraça-me
- Vamos, levanta-te vamos a um sitio
- Já não consigo, os saltos dão cabo de mim
- Então que não seja por isso – quando fico em mim ele já me tinha pegado ao colo e estávamos quase á saída do parque
Ele voltou a subir a rua e estávamos a voltar por onde tínhamos vindo, passamos pela joalharia, pelo restaurante, e perto do restaurante sentada num banco do outro lado da rua estava  a Gwen com as amigas que se assim que deram conta da nossa presença ficaram com uma cara, como se tivessem visto um fantasma, mas a Gwen não se conformou pelo facto de ver, levantou-se e foi ao nosso encontro.

Ele olha para mim e pergunta se eu quero ir embora, acenei com a cabeça de maneira positiva e ele atravessa uma rua muito movimentada, quando a Gwen chega a passadeira o sinal fica verde e ela não tem como passar para o lado onde estávamos, enquanto isso eu e ele continuamos a andar, quase que consigo imaginar a sua cara de furiosa ao ver que não conseguia passar, algum tempo depois voltamos ao mesmo campo de margaridas por onde tínhamos passado antes, nessa altura estava um lindo por do sol, o céu estava coberto com um tom alaranjado com nuances rosa era impossível não ficar apaixonada pela paisagem naquele momento, sentámo-nos e ficamos ali a apreciar durante algum tempo, nada podia estragar aquele momento maravilhoso, nessa altura parecia que o mundo se resumira aquele espaço, nada mais existia, só nos e o campo coberto de flores, o tempo ainda não existia era um mundo sem preocupações.
Estivemos lá durante imenso tempo deitados a conversar, nem dei pelo tempo passar, quando caí em mim já era quase noite, já se notavam algumas estrelas no ceu, a lua esta bem lá no cimo e uma aragem fresca passava por nos fazendo-nos tremer, eu levanto-me e ele levanta-se também logo de seguida
- Devíamos ir é de noite, já se vê a lua…
- “Qual é a luz que brilha através daquela janela? É o oriente, e Julieta é o Sol. Ergue-te, ó Sol resplandecente, e mata a Lua invejosa, que já está fraca e pálida de dor ao ver que tu, sua sacerdotisa, és muito mais bela do que ela própria.”
Enquanto cita Shakespeare ele puxa-me para perto dele enquanto me cobre com o seu casaco e vamos ficando cada vez mais perto
- Até é pecado compares-me com o sol e dizeres que a lua tem inveja de mim
- “Então fica quietinha: eis o devoto. Em tua boca me limpo dos pecados.”- diz beijando-me e agarrando-me fortemente contra ele”
- Agora sou eu pecadora
- “Pecados meus? Oh! Quero-os retornados. Devolve-mos.”
- “Beijais tal qual os sábios”, mas como sábio que és, sabeis que devemos regressar
-Claro que sei, assim que estivermos na escola levarei a donzela a casa
- Lisonjeada me sinto
Começamos então a andar em direcção ao portão de madeira por onde entramos, por onde passávamos conseguíamos ouvir os grilos, as cigarras e ainda víamos alguns coelhos, este fora um dia maravilhoso, mal podia esperar para falar com a Ruthe sobre tudo o que acontecera, mas nesse momento não conseguia pensar em nada apenas no dia que tinha acabado de viver e em como feliz eu estava por estar ao lado dele.



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